Canta, canta sabiá.
Se soubesses passarinho,
Como invejo o seu cantar.
Cada nota tão bonita
Que compõe sua canção.
E eu aqui triste e sozinho
Cantando o pranto do meu coração.
Daniel M. Laks
14/01/07
domingo, 14 de janeiro de 2007
sábado, 30 de dezembro de 2006
Jokana Baishu
No dia em que fui maré,
Conheci a moça
Que com a lua se escondia.
Foi atração tão magnética,
Em ondas tão herméticas
Que ela própria regia.
Mas as minhas investidas,
Que em espuma diáfana se perdiam,
Procuravam o mesmo vento
Que moldava seus cabelos.
Só de sentir seu cheiro
Já me arrepiava os pelos.
Depois a noite sempre acabava
E a moça se escondia.
Sem tempo de receber a flor de açucena,
Que eu trazia pra enfeitar sua pele morena,
Que a luz da lua resumia.
Agora ela bóia tão fria no céu,
E eu fico aqui lembrando,
Daquela que nunca tive
E que me inspirou esses tristes versos
Num pedaço de papel.
Daniel M. Laks
30/12/06
Conheci a moça
Que com a lua se escondia.
Foi atração tão magnética,
Em ondas tão herméticas
Que ela própria regia.
Mas as minhas investidas,
Que em espuma diáfana se perdiam,
Procuravam o mesmo vento
Que moldava seus cabelos.
Só de sentir seu cheiro
Já me arrepiava os pelos.
Depois a noite sempre acabava
E a moça se escondia.
Sem tempo de receber a flor de açucena,
Que eu trazia pra enfeitar sua pele morena,
Que a luz da lua resumia.
Agora ela bóia tão fria no céu,
E eu fico aqui lembrando,
Daquela que nunca tive
E que me inspirou esses tristes versos
Num pedaço de papel.
Daniel M. Laks
30/12/06
terça-feira, 3 de outubro de 2006
O botão
O botão é uma rosa
Emocionalmente indisponível,
Entrincheirando o seu perfume
Na alternância de suas pétalas.
O botão é uma rosa
Intangível àqueles que colhem,
Utilizando suas sépalas
Para proteger seu pólen.
O botão é uma vagarosa dança,
Uma melodiosa esperança
De ser rosa.
Alheio caminho, sofreguidão,
Faceta de flor atrás de cada espinho,
Abre mão de ser rosa para ser botão.
Eis que encontra uma mão carinhosa
E se permite abrir aos pouquinhos,
Nunca perde seus espinhos
Mas sem perceber torna-se rosa.
Liberta então o seu perfume,
Seu pólen não recorda nenhuma dor,
Ela agora abre mão de ser botão
E se reconhece como uma linda flor.
Daniel M. Laks
03/10/06
Emocionalmente indisponível,
Entrincheirando o seu perfume
Na alternância de suas pétalas.
O botão é uma rosa
Intangível àqueles que colhem,
Utilizando suas sépalas
Para proteger seu pólen.
O botão é uma vagarosa dança,
Uma melodiosa esperança
De ser rosa.
Alheio caminho, sofreguidão,
Faceta de flor atrás de cada espinho,
Abre mão de ser rosa para ser botão.
Eis que encontra uma mão carinhosa
E se permite abrir aos pouquinhos,
Nunca perde seus espinhos
Mas sem perceber torna-se rosa.
Liberta então o seu perfume,
Seu pólen não recorda nenhuma dor,
Ela agora abre mão de ser botão
E se reconhece como uma linda flor.
Daniel M. Laks
03/10/06
quarta-feira, 27 de setembro de 2006
Entre tantas bocas descartáveis
Entre tantas bocas descartáveis,
Tantos olhos de carbono,
Alternam-se sístoles e diástoles
Compondo percepções em milisegundos
Do crepúsculo magenta
Que engarrafa a nau da tarde.
Ergue-se a lua dissonante,
Vestida de gala
Em quarto minguante
Enquanto a corte de estrelas cala.
Aqui jaz o tempo,
Aqui todos os espelhos são cegos,
Aqui os versos são paredes,
Daqui nasceu o vento
E todos os cometas vêm pra cá quando dormem.
Meu lirismo canta em retalhos
Quando a noite grita em silêncio.
Daniel M. Laks
27/09/06
Tantos olhos de carbono,
Alternam-se sístoles e diástoles
Compondo percepções em milisegundos
Do crepúsculo magenta
Que engarrafa a nau da tarde.
Ergue-se a lua dissonante,
Vestida de gala
Em quarto minguante
Enquanto a corte de estrelas cala.
Aqui jaz o tempo,
Aqui todos os espelhos são cegos,
Aqui os versos são paredes,
Daqui nasceu o vento
E todos os cometas vêm pra cá quando dormem.
Meu lirismo canta em retalhos
Quando a noite grita em silêncio.
Daniel M. Laks
27/09/06
quinta-feira, 31 de agosto de 2006
Me desculpe sair assim
Me desculpe sair assim
Mas para dizer a verdade
Hoje só me resta a saudade
Do que tiraram de mim
Te digo, pra ser sincero
Que o que um dia fui
Voltar a ser não espero
E o que penso e espero não mais influi
E pra ser honesto
Após a nossa divisão
Tem coisas que já não me presto
E o que me sobra é o resto
Da cinza da nossa paixão
E se seu nome ainda sopra no vento
Que ele te leve pra bem longe
E a vida me traga o ungüento
Pra aliviar o sentimento
Que um dia chamamos de amor.
Daniel M. Laks
31/08/06
Mas para dizer a verdade
Hoje só me resta a saudade
Do que tiraram de mim
Te digo, pra ser sincero
Que o que um dia fui
Voltar a ser não espero
E o que penso e espero não mais influi
E pra ser honesto
Após a nossa divisão
Tem coisas que já não me presto
E o que me sobra é o resto
Da cinza da nossa paixão
E se seu nome ainda sopra no vento
Que ele te leve pra bem longe
E a vida me traga o ungüento
Pra aliviar o sentimento
Que um dia chamamos de amor.
Daniel M. Laks
31/08/06
sexta-feira, 25 de agosto de 2006
Lembrança
Ainda lembro da minha mão na sua cocha,
E dos meus dentes na sua carne...
Lembro da minha língua e da tua língua,
E de como a sua mão me prendia quando você ia voar.
Você também sonha com o nosso abraçar?
O momento em que nos calávamos te trás nostalgia?
Será que eu continuo te inspirando poesia?
Será que me envergonho e seria melhor calar?
Eu amo a passionalidade das uvas vermelhas!
Fortes como um tango argentino.
Eu sinto o gosto dos seus lábios em Dionísio,
Eu sinto o cheiro do seu sexo jamais engarrafado.
Eu até hoje me sinto sufocado!
Será que algum dia você volta?
Será que você se vê do meu lado?
Daniel Marinho Laks
25/08/06
E dos meus dentes na sua carne...
Lembro da minha língua e da tua língua,
E de como a sua mão me prendia quando você ia voar.
Você também sonha com o nosso abraçar?
O momento em que nos calávamos te trás nostalgia?
Será que eu continuo te inspirando poesia?
Será que me envergonho e seria melhor calar?
Eu amo a passionalidade das uvas vermelhas!
Fortes como um tango argentino.
Eu sinto o gosto dos seus lábios em Dionísio,
Eu sinto o cheiro do seu sexo jamais engarrafado.
Eu até hoje me sinto sufocado!
Será que algum dia você volta?
Será que você se vê do meu lado?
Daniel Marinho Laks
25/08/06
quinta-feira, 8 de junho de 2006
Inspirado em Neruda
Tem nos olhos cor da lua quente,
Entre as violetas coroadas de espinhos
Ergue a forma esculpida reluzente
E se espalha em pólen pelos caminhos.
Cheiro molhado de pão e tulipas,
Raiz de fogo que se espalha em centelha,
Toda lagarta ganha asas um dia
Mas sem torpor de mel inveja a abelha.
Então espalha vermelho com seus passos,
Morde lábios, faz neblina,
Cria estrelas pela rua.
Depois abraça com seus braços
E foge dos encalços.
Já é manhã, se esconde lua!
Daniel M. Laks
08/06/06
Entre as violetas coroadas de espinhos
Ergue a forma esculpida reluzente
E se espalha em pólen pelos caminhos.
Cheiro molhado de pão e tulipas,
Raiz de fogo que se espalha em centelha,
Toda lagarta ganha asas um dia
Mas sem torpor de mel inveja a abelha.
Então espalha vermelho com seus passos,
Morde lábios, faz neblina,
Cria estrelas pela rua.
Depois abraça com seus braços
E foge dos encalços.
Já é manhã, se esconde lua!
Daniel M. Laks
08/06/06
Assinar:
Postagens (Atom)