Foi um passo,
Um mergulho seco.
Um único gesto fora de sua rotina.
Depois planou lento em seus pensamentos,
Amplificados pelas quatro paredes do quarto.
Fantasiou sobre o tempo
Em que acreditou em fantasias.
Riu das rosas e dos poemas de amor.
Riu de todos os ritos bregas
Que compõe sua noção de amor.
Depois foi embora,
Deixando um recado de adeus
Na ausência dos seus passos.
Daniel M. Laks
03/07/2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
Quem sabe amanhã
Do grito me restou o som rouco.
Da sorte, o sono pouco que me embala,
Dos passos a dança que me fala
As palavras doces que eu não escuto.
Entre tanto caco despejado
Sobrou-me o cajado que me levanta
E dos restos de tecido costurei a manta
Que me envolve até o novo dia.
Daniel M. Laks
29/04/08
Da sorte, o sono pouco que me embala,
Dos passos a dança que me fala
As palavras doces que eu não escuto.
Entre tanto caco despejado
Sobrou-me o cajado que me levanta
E dos restos de tecido costurei a manta
Que me envolve até o novo dia.
Daniel M. Laks
29/04/08
terça-feira, 1 de abril de 2008
circunstâncias
A circunstância fez o poema,
Contive-me o papel de expectador.
Entre os aplausos e
O momento de levantar da cadeira,
Vi nascer e enterrei versos.
Já respirei e senti as palavras,
Mas depois, me esvai na espuma
Das relações cotidianas.
Daniel M. Laks
01/04/2008
Contive-me o papel de expectador.
Entre os aplausos e
O momento de levantar da cadeira,
Vi nascer e enterrei versos.
Já respirei e senti as palavras,
Mas depois, me esvai na espuma
Das relações cotidianas.
Daniel M. Laks
01/04/2008
terça-feira, 18 de março de 2008
versos frios
Meu verso triste e intoxicado,
É sangue coagulado
Que me rasga as veias.
Meu verso é tempo parado.
É um jogo de catracas frias,
Que formam um relógio quebrado.
Meu verso é lágrima que não escorre,
Um gosto amargo na boca que não morre.
É rochedo escarpado,
É a carta que não foi recebida,
É a vontado do grito que sai calado.
Meu verso é desalento desenfreado,
Que ecoa da guerra perdida.
Meu verso é o beijo frio de um desalmado.
Daniel M. Laks
18/03/2008
É sangue coagulado
Que me rasga as veias.
Meu verso é tempo parado.
É um jogo de catracas frias,
Que formam um relógio quebrado.
Meu verso é lágrima que não escorre,
Um gosto amargo na boca que não morre.
É rochedo escarpado,
É a carta que não foi recebida,
É a vontado do grito que sai calado.
Meu verso é desalento desenfreado,
Que ecoa da guerra perdida.
Meu verso é o beijo frio de um desalmado.
Daniel M. Laks
18/03/2008
terça-feira, 4 de março de 2008
Cantiga para Laura
Morena,
Foi tão breve a nossa hora.
E agora você vai embora,
E eu não sei se vou rever.
Te conhecer,
Acalmou meu desalento.
Varreu tudo como vento,
Varre as folhas do jardim.
É, foi assim,
Resta do beijo uma lembrança.
Bate no peito uma esperança,
Que por muito não bateu.
Agora eu,
Vou seguindo meus caminhos.
Enfrentando meus moinhos,
Em busca do que sonhei.
Pois bem eu sei,
Que depressa o tempo passa.
E mesmo o que vira fumaça,
Deixa sempre uma impressão.
Está bem então,
Concordo foi curto o nosso caso.
Mas sei que não é por acaso,
Que vou sonhar com beijos teus.
Daniel M. Laks
04/03/2008
Foi tão breve a nossa hora.
E agora você vai embora,
E eu não sei se vou rever.
Te conhecer,
Acalmou meu desalento.
Varreu tudo como vento,
Varre as folhas do jardim.
É, foi assim,
Resta do beijo uma lembrança.
Bate no peito uma esperança,
Que por muito não bateu.
Agora eu,
Vou seguindo meus caminhos.
Enfrentando meus moinhos,
Em busca do que sonhei.
Pois bem eu sei,
Que depressa o tempo passa.
E mesmo o que vira fumaça,
Deixa sempre uma impressão.
Está bem então,
Concordo foi curto o nosso caso.
Mas sei que não é por acaso,
Que vou sonhar com beijos teus.
Daniel M. Laks
04/03/2008
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Inocência nas manhãs
Não me visto de pureza à noite.
Moro numa cidade de poucas estrelas.
E talvez por isso mesmo,
Tenha dificuldade de achar meu caminho.
Não me afogo mais nas minhas mágoas.
Deixei meu corpo se debatendo por muito,
Depois aprendi a dissociar.
Mas quando amanhece,
E o sol aperta minhas olheiras,
Ainda procuro alguma inocência perdida em mim.
Daniel M. Laks
07/02/2008
Moro numa cidade de poucas estrelas.
E talvez por isso mesmo,
Tenha dificuldade de achar meu caminho.
Não me afogo mais nas minhas mágoas.
Deixei meu corpo se debatendo por muito,
Depois aprendi a dissociar.
Mas quando amanhece,
E o sol aperta minhas olheiras,
Ainda procuro alguma inocência perdida em mim.
Daniel M. Laks
07/02/2008
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Tempo de respostas
Há alguns anos nossos corpos se fundiram.
Há alguns anos nossos caminhos se separaram.
Nossos versos se encontraram tarde,
Tarde demais para formarem uma estrofe.
Por tempos meus poemas cresceram tristes,
Foi a falta dos beijos dela.
Os poemas dela não choraram por mim,
Não sei bem se chegaram a chorar por outro.
Nossas almas eram por demais pecadoras,
Nossos corpos por demais puros.
Nossas mentes de tão inocentes,
Pensavam ser a alma pura e os corpos fruto do pecado.
Nossos passos, de tão errados,
Nos levaram por caminhos certos.
Caminhos separados e distantes,
Que me libertaram da falta dos beijos dela.
Hoje eu sei que não busco mais sua presença.
Sei também que ela não busca a minha.
Mas meus versos continuam a buscar uma alma como a dela,
Que de tão suja funda-se em estrofes com a minha.
Daniel M. Laks
02/02/2008
Há alguns anos nossos caminhos se separaram.
Nossos versos se encontraram tarde,
Tarde demais para formarem uma estrofe.
Por tempos meus poemas cresceram tristes,
Foi a falta dos beijos dela.
Os poemas dela não choraram por mim,
Não sei bem se chegaram a chorar por outro.
Nossas almas eram por demais pecadoras,
Nossos corpos por demais puros.
Nossas mentes de tão inocentes,
Pensavam ser a alma pura e os corpos fruto do pecado.
Nossos passos, de tão errados,
Nos levaram por caminhos certos.
Caminhos separados e distantes,
Que me libertaram da falta dos beijos dela.
Hoje eu sei que não busco mais sua presença.
Sei também que ela não busca a minha.
Mas meus versos continuam a buscar uma alma como a dela,
Que de tão suja funda-se em estrofes com a minha.
Daniel M. Laks
02/02/2008
Assinar:
Postagens (Atom)