Queria que meus versos,
Não fossem tão confusos.
Que meus processos,
Não fossem tão difusos.
Que meus tantos desencontros,
Que meus prantos sem sentido,
Culminassem num único encontro,
Celebrado e repartido.
Onde esperança rimasse com conquista,
E desgostos passados escapassem a vista.
Um lugar onde sim fosse mais freqüente que não,
E minhas expectativas não se transformassem em ilusão.
Queria enxergar mais estrelas no céu,
Mas continuo mastigando flores,
Saboreando espinhos
E cuspindo fel.
Daniel M. Laks
30/08/2008
sábado, 30 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Seco
Apertou os olhos para afastar os sono.
Lembrou de sua última paixão,
Sorriu de sua insensatez.
Não viu verso na lua ou nas estrelas,
Não tinha rosa pra falar de amor.
Sentia uma secura retirante,
E procurava em cada várzea descampada,
Poesia para matar sua sede.
Daniel M. Laks.
5/08/2008
Lembrou de sua última paixão,
Sorriu de sua insensatez.
Não viu verso na lua ou nas estrelas,
Não tinha rosa pra falar de amor.
Sentia uma secura retirante,
E procurava em cada várzea descampada,
Poesia para matar sua sede.
Daniel M. Laks.
5/08/2008
Misturas
Minha nossa senhora,
Puta que pariu!
Meu Deus do céu,
Caralho.
Desilusões e nostalgia se confundem,
Com uma perspectiva no tempo.
Somos mistura de profano e sagrado.
Somos o imperativo categórico,
E vontade de potência.
Todos os paradigmas inquebráveis.
Porém, quebramos alguns.
Daniel M. Laks.
5/08/2008
Puta que pariu!
Meu Deus do céu,
Caralho.
Desilusões e nostalgia se confundem,
Com uma perspectiva no tempo.
Somos mistura de profano e sagrado.
Somos o imperativo categórico,
E vontade de potência.
Todos os paradigmas inquebráveis.
Porém, quebramos alguns.
Daniel M. Laks.
5/08/2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Lirismo errante
Nosso lirismo pulsou latente
No encontro de nossos olhos.
Primeiro dançamos errantes,
Falamos bobagens,
Palpitamos em silêncio.
Precipitado eu beijei sua boca.
Ela tocou-me os lábios,
Em recusa gentil.
Disse estar confusa.
Debateu sucintamente seus dilemas.
Conversamos sobre cartas de amor.
Fui sincero quando disse gostar dela.
Beijei-lhe com fogo e ternura
Antes de ir embora.
Fiquei com gosto de saudade na boca.
Não sei se vamos nos ver.
Daniel M. Laks
21/07/2008
No encontro de nossos olhos.
Primeiro dançamos errantes,
Falamos bobagens,
Palpitamos em silêncio.
Precipitado eu beijei sua boca.
Ela tocou-me os lábios,
Em recusa gentil.
Disse estar confusa.
Debateu sucintamente seus dilemas.
Conversamos sobre cartas de amor.
Fui sincero quando disse gostar dela.
Beijei-lhe com fogo e ternura
Antes de ir embora.
Fiquei com gosto de saudade na boca.
Não sei se vamos nos ver.
Daniel M. Laks
21/07/2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Hoje
Eu hoje sonhei com você.
Queria te telefonar.
Soprar idéias embaralhadas
Entre minhas palavras.
Tropeçar no teu silêncio.
Eu hoje acordei lembrando teu beijo.
Queria te ver.
Passar a noite efêmera
Entre castelos de areia.
Acordar depois do carnaval.
Eu hoje sonhei acordado com você.
Queria te dizer oi.
Saber exatamente o que dizer.
Queria não ter que dizer nada.
Queria não ter nada pra dizer.
Daniel M. Laks
14/07/2008
Queria te telefonar.
Soprar idéias embaralhadas
Entre minhas palavras.
Tropeçar no teu silêncio.
Eu hoje acordei lembrando teu beijo.
Queria te ver.
Passar a noite efêmera
Entre castelos de areia.
Acordar depois do carnaval.
Eu hoje sonhei acordado com você.
Queria te dizer oi.
Saber exatamente o que dizer.
Queria não ter que dizer nada.
Queria não ter nada pra dizer.
Daniel M. Laks
14/07/2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
De noite
No fim escorreu,
Molhado entre as cochas dela.
Abraçou-lhe o dorso de forma gentil,
Mas sem transparecer carinho.
Mordeu-lhe os lábios com força,
Para calar suas mentiras.
Alisou seus cabelos
Num gesto mecânico
Ela também não falava nada.
Os dois se entendiam no silêncio.
Os dois preferiam o silêncio,
Às confidências íntimas depois do gozo.
Tentavam entender as seduções um do outro.
Esqueceram das decepções,
Das palavras falsas,
Das mentiras inteiras
Em cada meia verdade.
Agiam como se conhecessem,
E confiassem plenamente um no outro.
Ele se deixou envolver lentamente,
Pelo brilho escuro dos olhos dela.
Ela tomou mais um gole de vinho,
Beijou-lhe a testa e depois a boca.
Deu um sorriso agudo.
E ele sorriu também.
Seus corpos se entendem melhor de noite.
Daniel M. Laks
03/07/2008
Molhado entre as cochas dela.
Abraçou-lhe o dorso de forma gentil,
Mas sem transparecer carinho.
Mordeu-lhe os lábios com força,
Para calar suas mentiras.
Alisou seus cabelos
Num gesto mecânico
Ela também não falava nada.
Os dois se entendiam no silêncio.
Os dois preferiam o silêncio,
Às confidências íntimas depois do gozo.
Tentavam entender as seduções um do outro.
Esqueceram das decepções,
Das palavras falsas,
Das mentiras inteiras
Em cada meia verdade.
Agiam como se conhecessem,
E confiassem plenamente um no outro.
Ele se deixou envolver lentamente,
Pelo brilho escuro dos olhos dela.
Ela tomou mais um gole de vinho,
Beijou-lhe a testa e depois a boca.
Deu um sorriso agudo.
E ele sorriu também.
Seus corpos se entendem melhor de noite.
Daniel M. Laks
03/07/2008
Passeio
Foi um passo,
Um mergulho seco.
Um único gesto fora de sua rotina.
Depois planou lento em seus pensamentos,
Amplificados pelas quatro paredes do quarto.
Fantasiou sobre o tempo
Em que acreditou em fantasias.
Riu das rosas e dos poemas de amor.
Riu de todos os ritos bregas
Que compõe sua noção de amor.
Depois foi embora,
Deixando um recado de adeus
Na ausência dos seus passos.
Daniel M. Laks
03/07/2008
Um mergulho seco.
Um único gesto fora de sua rotina.
Depois planou lento em seus pensamentos,
Amplificados pelas quatro paredes do quarto.
Fantasiou sobre o tempo
Em que acreditou em fantasias.
Riu das rosas e dos poemas de amor.
Riu de todos os ritos bregas
Que compõe sua noção de amor.
Depois foi embora,
Deixando um recado de adeus
Na ausência dos seus passos.
Daniel M. Laks
03/07/2008
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